ARTISTAS POA

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Suzana Bernhardt



 
 


Fotografia – Sandra Rey

Suzana, por ela mesma.
A mão, um círculo as cores: assim começa o universo do pintor, que se insere no mundo das tonalidades, assim como os artesãos e sua arte. Deparei-me cedo com o desenho. Tinha uns doze anos de idade, quando, numa aula de desenho, ganhei uma nota dez, sem esperar. Esta é uma parte da minha estória. De lá, até meus dezoito anos quando entrei em minha primeira crise fiquei sentada em uma rede, desenhando em um bloco, que não tenho mais, infelizmente. Fiquei um ano me recuperando e a seguir, além do curso de francês, fazia retratos a carvão, que retomei agora. Depois, na década de 80 fiz aulas de pastel seco com Wagner Dotto. Dos anos 90 a 2000, durante o período em que participei do Conselho Gestor, como representante do Fórum Gaúcho de Saúde Mental, fui convidada por Barbara Neubarth a freqüentar a Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro, onde fiquei três anos. Esta experiência foi muito enriquecedora, tanto na minha produção artística quanto no meu universo intra e interpessoal. Atualmente, sigo fazendo aulas, semanalmente, com a professora Lavinia Osorio. Pintar para mim significa retirar todas as máscaras impostas pela nossa sociedade, usando os matizes da cor para decodificar a coisificação do ser humano.